Escape 60′ na Época Negócios
Época Negócios destaca como empresas estão adotando a gamificação no recrutamento, atraindo jovens talentos com processos seletivos mais eficientes.
Novo metaverso: empresas usam gamificação no recrutamento e na análise de competências de jovens talentos
Com a entrada da geração Z no mercado de trabalho e a escassez de talentos no país, empresas incluem jogos nos processos seletivos para ganhar agilidade e atrair candidatos
Uma tecnologia que não decolou na década passada como ferramenta de entretenimento está ganhando força na área de recursos humanos em substituição às antigas (e enfadonhas) dinâmicas em grupo: o metaverso. Com a entrada da geração Z (nascidos entre 1996 e 2012) no mercado de trabalho e a escassez de talentos no país, os processos seletivos tiveram de ganhar dinamismo e chamar a atenção dos candidatos.
Foi aí que a gamificação — em um verdadeiro estilo Roblox — passou a ser adotada por grandes empresas como uma metodologia lúdica para avaliar as competências comportamentais dos candidatos. Segundo relatório da PwC divulgado em 2019, 78% dos candidatos afirmam que jogos no processo seletivo são um fator de motivação para querer trabalhar na empresa.
Fuga das dinâmicas obsoletas
Para trazer o conceito de interatividade dos games para uma dinâmica presencial entre os candidatos, o Escape 60’ lançou em 2017 uma divisão corporativa dos jogos de fuga. Nas salas monitoradas por câmeras, os candidatos têm de resolver desafios sob o estresse do tempo e, obviamente, da concorrência pela vaga. Cada passo do jogador é acompanhado pelos recrutadores.
“As empresas querem sair do lugar comum porque os profissionais agora estão escolhendo onde vão trabalhar. Quando um candidato participa de um processo seletivo e recebe o convite do Escape 60’, fica alegre e tem uma identificação imediata com a companhia”, afirma Jeannette Galbinski, diretora da casa de jogos de fuga, em entrevista para Época Negócios.
Antes de realizar a dinâmica, Jeannette afirma que faz um briefing com a empresa sobre as principais competências comportamentais ela deseja avaliar nos candidatos “As empresas procuram comunicação, empatia, capacidade de ouvir e de trabalhar em equipe. Existe um perfil mais genérico que grande parte das empresas busca, mas não é necessariamente a mesma coisa para cada vaga. Existe o fator cultural das companhias”, explica a engenheira.
Com a entrada da geração Z no mercado de trabalho, Escape 60’ registra um crescimento de empresas contratando os jogos para processos seletivos de trainee, seja nas próprias unidades da marca ou in company. Por este motivo, a casa de jogos de fuga, que nasceu com foco no público B2C, hoje tem 40% do seu faturamento no corporativo.

